Conheça a Estância Germano

O INÍCIO

Em 1995, eu cheguei de volta à cidade, olhei essa terra aqui e me apaixonei. Criamos, então a Estância Germano. Hoje a propriedade tem mais de 70 alqueires e para nós foi muito gratificante. Foi e está sendo a realização daquele sonho de criança”, diz.

Como acontece na maioria dos casos de quem se aventura na pecuária, a Estância Germano teve a raça nelore como criação principal no seu início. Mas foi há pouco mais de cinco anos que tudo começou a mudar. Foi quando Chinelo conheceu a raça Senepol e, literalmente, se apaixonou.

“Em tenho um amigo em Itatiba e ele me convidou para ir a um leilão em São Paulo. Cheguei lá, vi esse gado Senepol e me apaixonei. Foi amor à primeira vista, me apaixonei na hora. Acabei participando de um leilão e naquele momento acabei arrematando duas bezerras. Daí foi indo”, conta.

Das duas primeiras cabeças, a criação ganhou marca própria: a Chin, Chinelo Senepol. E com isso, transformou a Estância Germano, propriedade que hoje tem espaço, vez e voz na ABCB (Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol).

“Todos os criadores acabam tendo uma marca na associação. E a nossa marca é a Chin, Chinelo Senepol. Começamos com duas cabeças, depois seis, depois com dez e hoje mais de cem cabeças em nosso rebanho, incluindo touros, matrizes e bezerros”, diz.

O Futuro

Desde que começou a investir na raça Senepol, Chinelo também começou a dar visibilidade em sua marca. E para isso, a Exposição Agropecuária de Araçatuba tem sua uma vitrine na região. “O nosso sonho vai se concretizando aos poucos, pois a gente quer, em 2016, ir pra exposição de Araçatuba e fazer um leilão somente Chin. Somente Chinelo Senepol, só da nossa marca, com alto padrão de genética”, promete o criado.

Para isso, a Estância Germano vem recebendo investimentos contínuos, principalmente no que diz respeito à genética, com a implantação de um laboratório próprio para seleção de todo material que mês a mês resulta em bezerros e bezerras que, no futuro, se tornarão grandes campeões.

Uma História de Sonhos e Realidades

Estância Germano teve origem em um sonho de criança. O sonho de um menino de família humilde que, engraxando sapatos na praça Rui Barbosa, em Araçatuba, a famosa praça do “Boi Gordo” onde por décadas os fazendeiros da região nortearam a pecuária brasileira, começou a trilhar caminhos para transformar o que poderia ter sido apenas uma fantasia de infância em realidade.

E uma realidade, por sinal, para lá de promissora nos tempos atuais. Isso porque, com investimento de ponta, a Estância Germano, que carrega o nome do pai de seu proprietário, o pecuarista José Avelino Pereira, o Chinelo, começa a se destacar entre os criadores da raça Senepol.

Vedete da pecuária nacional, o Senepol hoje é um gado cobiçado por favorecer o melhoramento genético e a produção industrial. Seu cruzamento com outras raças permite o abatimento precoce e isso tem feito com que seja cada vez mais procurado pelos pecuaristas de todo o País.

Fato impensável lá em 1995, quando Chinelo comprou sua primeira gleba de terra no município de Clementina, onde começou a construir a Estância Germano. Um espaço que vem sendo ampliado com o passar do tempo, tanto em amplitude territorial como em evidência na pecuária brasileira.

“A gente tinha um sonho. Eu sou nascido em Araçatuba e tive uma infância muito difícil. Fui embora para São Paulo em 1974 e o sonho era sempre de ter uma propriedade rural, crescer na vida, comprar uma fazenda, um sítio”, conta Chinelo, ao falar sobre a história de sua propriedade.

As Negociações

Dos sonhos de criança de Chinelo, a Estância Germano não recebeu apenas bois, vacas e outros animais que ali são criados como em toda propriedade rural. Ela ganhou a sua própria praça do “Boi Gordo”, uma réplica da Rui Barbosa, de Araçatuba, onde tudo começou.

“Essa praça é uma réplica da Rui Barbosa. Quando criança, eu engraxava sapato ali. Eu ia lá e tinha aqueles caras com chapelões, negociando suas boiadas. Pedia se podia engraxar seus sapatos e eles falavam: sai pra lá moleque. Eu olhava aquilo e falava: quem sabe um dia Deus pode nos dar a vitória. E Deus deu a vitória”, relembra. “Só que essa praça da Estância tem o nome de praça das Mulheres. É uma homenagem a duas mulheres que amo muito e que eu perdi, que são minha filha e minha mãe”.

No mesmo local, além dos bancos onde em rodas de conversa se iniciam as negociações, Chinelo construiu o Espaço Senepol. “Lá naquela época, na Rui Barbosa, eles negociavam o boi na praça. Hoje, negociamos aqui, no Espaço Senepol. Começamos a conversar sentado nos bancos da nossa praça e nele, usando do que a tecnologia nos oferece de mais moderno, apresentamos o nosso gado. Não tem mais aquela coisa de montar no cavalo e ir até o pasto”.

Investimentos que, de acordo com o criador, o fizeram acertar em cheio da sua aventura pela pecuária. “Com o Senepol nos acertamos em cheio em inúmeros aspectos, pois a raça tem hoje plantel selecionado registrada na associação de criadores. E aqui na nossa região, está se usando muito a compra dos touros Senepol, porque é um gado precoce, resistente ao calor da nossa região, um gado mocho,  bom para o cruzamento industrial. É um gado que dá uma bela picanha, um belo filé mignon. E que para isso tem contado com a contribuição da Estância Germano”, afirma Chinelo.

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